ProRural vai investir cerca de R$ 5 milhões na produção de laticínios

Com a industrialização, a região terá lugar para beneficiamento e processamento de produtos derivados do leite produzidos pelos dos agricultores familiares

O Governo de Pernambuco, através do ProRural, vai beneficiar os produtores familiares do Agreste Meridional de Pernambuco e estimular a cadeia produtiva da bovinocultura do leite nos municípios da região, que hoje já formam a maior bacia leiteira do Estado.  Com um investimento de aproximadamente R$ 5 milhões, o projeto vai possibilitar o funcionamento de uma fábrica de laticínios que permitirá aos agricultores familiares o alcance de novos mercados para comercialização do leite e derivados. Gestores e técnicos do ProRural trabalham para que as obras sejam concluídas em um prazo de seis meses.

Em execução no Programa, a obra contempla a construção de reservatório de água e adutora, casa de caldeira e subestação de energia, entre outros investimentos necessários para o funcionamento da Fábrica de Laticínio de Águas Belas, onde será processada a produção de leite que hoje é vendida in natura. O projeto, pleiteado pela Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares do Vale do Ipanema, beneficiará diretamente cerca de 150 produtores locais com o aumento da renda e melhor qualidade de vida para os criadores da região.

Segundo o diretor geral do ProRural, Fábio Fiorenzano, o Agreste Meridional, especialmente os municípios de Garanhuns, Águas Belas, Bom Conselho, Saloá, Itaíba, Iati, Caetés, Capoeiras, Arcoverde e Buique, concentram a maior produção de leite e derivados do Estado de Pernambuco, já ultrapassando 2,6 milhões de litros por dia. “A região tem grande potencial para a bovinocultura de leite, no entanto vender só o leite não é lucrativo. O que vamos fazer é possibilitar que seja agregado valor ao produto, de forma que a atividade gere mais lucro para o agricultor e, consequentemente, mais emprego, renda e qualidade de vida”.

A fábrica em funcionamento na sua capacidade máxima prevê o processamento de até 7.1 mil litros/dia de leite pasteurizado, 3 mil litros/dia de bebida láctea e 2.4 mil litros/dia de iogurte, uma expectativa de faturamento superior a R$ 11,8 milhões/ano. “Com a industrialização e certificação os agricultores terão também condições de alcançar novos mercados privados e institucionais como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)”, completa Fiorenzano.